“Foi um sonho” (a cantora Sandy, sobre sua lua de mel).

Tava guardando pra quê, querida? Francamente…

De todo modo, aproveita que inaugurou e vem navegar no mar da esbórnia. Saiba que nunca é tarde para se casar com a humanidade!

Cai! Cai! Cai!

setembro 27, 2008

Abaixo os puristas, pois é tempo de vociferar! Não é justamente essa a finalidade de um blogue? Aqui se vomitam anonimamente as entranhas, por prazer – um pornográfico prazer – e não por uma vil obrigação da ideologia do trabalho.

Trabalho este camaradas, que dá sinais de franco capenguismo! É o novo ‘crash’ de 29! Agora vai! Ladeira abaixo ianques! Chupa esta!

Mas os caras não são burros. Já passaram o controle das principais empresas de “crédito” (nome dado ao assalto praticado pelos especuladores do “mercado financeiro”) para o Estado. Crédito é a prática de ursupar dos pobres, mediante juros avassaladores, o suado dinheiro do trabalho. Pagam os salários para depois sugar, com troco, o dinheiro que ‘investiram’.

O quê? Mas não eram eles que mandavam privatizar tudo por aí? E tão gastando mais dinheiro com estatizações do que jamais sonharia um Stálin? Amigos, eis minha sugestão para que, devido a atual conjuntura, a bandeira do tio sam faça algum sentido:

Agora entendemos o significado de "Unidos"

neopostcapitalcommunism

Eu quero é mais!!! Os mercados “globalizados” utilizam um dinheiro virtual cuja garantia está na extorsão praticada por grupos sanguinários como a AIG aos trabalhadores, empresa que teve 80% de seu capital passado para o controle do Estado na semana passada (avanti populi!). Vai Bush! Arrebenta com a economia de mercado! Como é que vai funcionar esse capitalismo estatal? Não complica, explica!

O império tá caindo minha gente! Mas o capital é fueda demais. Já posso até ver um novo tipo de propaganda ‘uncle sam’:

Unite, States!

Unite, States!

Vão recuperar o que há de pior do stalinismo: o centralismo estatal. Preparem-se, pois cães famintos atacam quem se aproxima de sua carniça.

No entanto, agora devemos escarnecer. Vamos comemorar, ver a vaca indo pro brejo de camarote tropical, tomar a cerveja e, se possível, o poder.

Putz, hoje que me dei conta de que faz um tempão que não escrevo nada neste blogue. A coisa ficou abandonada, traças e moscas rondam este sítio virtual como urubus sobre a carniça (que trágico!).

Mas o pior é que pensei: “porra, preciso escrever sobre algum filme que esteja em cartaz”, o que em tese é fácil já que em Sampa não faltam opções.

O quê? Eu disse que não faltam opções?? Melhor corrigir isto, pois o caso é que só tem merda em cartaz. E põe merda nisso. Não há latrina capaz de suportar tamanha vazão de excrementos. Não tenho a menor vontade de ser assaltado na bilheteria pra sair na metade do filme (ou antes dos primeiros 10 minutos).

Mesmo com este horizonte sombrio e tétrico, arrisquei assistir “Pro dia nascer feliz”, mesmo desconfiado que algo com um título tão ruim não poderia trazer nada de bom. E acertei na mosca. Entre uma pestanejada e outra, o espectador de “Pro dia…” será brindado com mais do mesmo. Nem vale a pena escrever sobre isso (a verdade é que dormi boa parte do filme, o que mostra que ele consegue prender a atenção das pessoas). Fuja. Pensei que ao menos me renderia uma boa crítica, mas nem isso. 

Deste modo, prefiro alugar filmes. Descolei uma locadora aqui perto que, embora custe os olhos da cara, está cheia de filmes bacanas (não divulgo o nome pois a tia não aceitou a proposta do jabá). No entanto, tenho alugado somente velhacarias, filmes lá do começo do século passado, a título de um curso sobre a história do cinema que estou fazendo. O curso é bom e os filmes dão “pano pra manga”, porém, decidi não encher os pacovás das senhoras com resenhas e críticas mofadas antes mesmo de serem escritas, dado o pequeno hiato que nos separa da época destas produções.

 Sendo assim, mesmo sendo tão místico como o Papa é casto (é uma ironia, por favor), declaro esperar por um “milagre”: ou só se tem feito porcaria no cinema ultimamente, ou os senhores magnatas da distribuição/ exibição é que têm um gosto altamente discutível. Talvez eles também devessem recorrer às locadoras de bairro.