Putz, hoje que me dei conta de que faz um tempão que não escrevo nada neste blogue. A coisa ficou abandonada, traças e moscas rondam este sítio virtual como urubus sobre a carniça (que trágico!).

Mas o pior é que pensei: “porra, preciso escrever sobre algum filme que esteja em cartaz”, o que em tese é fácil já que em Sampa não faltam opções.

O quê? Eu disse que não faltam opções?? Melhor corrigir isto, pois o caso é que só tem merda em cartaz. E põe merda nisso. Não há latrina capaz de suportar tamanha vazão de excrementos. Não tenho a menor vontade de ser assaltado na bilheteria pra sair na metade do filme (ou antes dos primeiros 10 minutos).

Mesmo com este horizonte sombrio e tétrico, arrisquei assistir “Pro dia nascer feliz”, mesmo desconfiado que algo com um título tão ruim não poderia trazer nada de bom. E acertei na mosca. Entre uma pestanejada e outra, o espectador de “Pro dia…” será brindado com mais do mesmo. Nem vale a pena escrever sobre isso (a verdade é que dormi boa parte do filme, o que mostra que ele consegue prender a atenção das pessoas). Fuja. Pensei que ao menos me renderia uma boa crítica, mas nem isso. 

Deste modo, prefiro alugar filmes. Descolei uma locadora aqui perto que, embora custe os olhos da cara, está cheia de filmes bacanas (não divulgo o nome pois a tia não aceitou a proposta do jabá). No entanto, tenho alugado somente velhacarias, filmes lá do começo do século passado, a título de um curso sobre a história do cinema que estou fazendo. O curso é bom e os filmes dão “pano pra manga”, porém, decidi não encher os pacovás das senhoras com resenhas e críticas mofadas antes mesmo de serem escritas, dado o pequeno hiato que nos separa da época destas produções.

 Sendo assim, mesmo sendo tão místico como o Papa é casto (é uma ironia, por favor), declaro esperar por um “milagre”: ou só se tem feito porcaria no cinema ultimamente, ou os senhores magnatas da distribuição/ exibição é que têm um gosto altamente discutível. Talvez eles também devessem recorrer às locadoras de bairro.