“Foi um sonho” (a cantora Sandy, sobre sua lua de mel).

Tava guardando pra quê, querida? Francamente…

De todo modo, aproveita que inaugurou e vem navegar no mar da esbórnia. Saiba que nunca é tarde para se casar com a humanidade!

Anúncios

Pantaleão e as visitadoras

fevereiro 4, 2007

Antes de mais, leiam isto: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u131316.shtml. Se quiserem ver com seus próprios olhos, eis o site: http://www.toursgonewild.com/index.asp.

Sem mais delongas: todo e qualquer militar estadunidense destacado para o combate no Iraque está automaticamente inserido no programa de “Descanso e Recuperação” promovido pelo Departamento de Defesa dos EUA, que consiste basicamente na prática do turismo sexual nas praias do Rio de Janeiro, e em outras localidades do lado debaixo do Equador, lá mesmo, aonde não existe pecado.

Uma paródia deste tipo de “tática” militar aparece na apimentada produção peruana “Pantaleão e as visitadoras”, dirigido por Francisco J. Lombardi, baseado no livro homônimo do escritor de mesma nacionalidade Mario Vargas Llosa (http://www.clubcultura.com/clubliteratura/clubescritores/vargasllosa/).

O filme nos leva para a amazônia peruana, onde encontramos um exemplo de militar – Panteleão Pantoja, capitão do exército do Peru, designado por seus superiores para uma missão de suma importância: implantar o programa de “Descanso e Recuperação” para os soldados envolvidos com missões na selva.

E, como um bom soldado, o capitão “Panta” embrenha-se na mata não tão virgem para criar seu batalhão de “visitadoras”, as mulheres responsáveis pelo atendimento em si do programa. Seu destacamento percorre os rios da Amazônia atendendo todos os bravos soldados que há tempos não têm este tipo de descanso (a despeito das estripulias gays que ocorrem nos quartéis). Logo comemoram a marca de 20.000 atendimentos, um recorde para a pacata localidade de Iquitos.

Destaque para a ira da população ribeirinha que, inconformada, persegue o barco das visitadoras almejando também sua inserção no programa. “Também somos homens”, dizem eles.

Colombiana e seus “pacientes”

O que nos chama atenção é a total subversão da norma que se procura implementar: um órgão legal, funcionando com dinheiro público, promovendo a escravidão de mulheres em nome do “ânimo” exaltado de suas tropas em exercício. E, embora o filme faça tudo para parecer o mais absurdo possível, como vimos, está é uma prática recorrente nas instituições militares como um todo.

Com efeito, temos aqui um exemplo da configuração daquele poder sobre o corpo que Foucault nos fala: constituído por sanções normalizadoras e técnicas de vigilância, por uma organização do espaço das instituições que permite uma visão pan-óptica de seus elementos, ou seja, o ‘poder disciplinar’.

Foucault afirma que a formação de uma sociedade normalizadora é uma conseqüência da expansão do biopoder, e, se por um lado cabe aos mecanismos reguladores e corretivos controlar e eliminar as anomalias do corpo social, por outro eles assumem a função de produzi-las, avaliá-las e classificá-las, de modo que a norma pode ser aplicada a uma população que se quer regulamentar, bem como a um corpo que se deseja disciplinar. Assim, esta sociedade de normalização é fundamentalmente constituída pelo cruzamento da norma disciplinar com a da regulamentação. Afirmar que esta normatização conseguiu cobrir a totalidade da superfície que se estende do orgânico até o biológico significa dizer que ela se encarregou da vida, do corpo até a população, mediante o jogo duplo das tecnologias da disciplina de uma parte, e das tecnologias de regulamentação de outra.

Pantaleão e Colombiana

Assim, convido as senhoras(es) a refletir se propiciar aventuras sexuais para os soldados serve como exemplo ou não da maneira como operam as ténicas que visam tornar o corpo “útil e dócil”.

Fogo e sal minha gente!

Por que temer a direita?

outubro 1, 2006

Ouçam senhoras(es) http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/audios/280706.mp3

Se dizem defensores da democracia, mas defendem um “tapetão” no caso de uma vitória do adversário. Um deles chegou a se declarar golpista. Que medo!

O que será de nós após o pleito?